sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pucõ é bõ mermõ

Antes de postar, quero que vejam que modifiquei a foto porque estava recebendo muitas críticas e estamos rumo à Argentina, então presto essa homenagem ao crack argentino.

Chegamos em Pucón e ficamos revezando quem ia cuidar das coisas na rodoviária, já que todos tínhamos muitas coisas para fazer. Primeiro o Vitor foi com a Maritana nas informações turísticas pegar dicas de camping pra ficar, voltaram e dessa vez eu e Vitor fomos mirar o camping que segundo a mulher das informações turísticas era o mais próximo da cidade.



Chegamos ao camping após uma longa caminhada e já deu pra ver que o esquema era farofa igual aquele primeiro que fomos em Cajon Del Maipo. Além disso, totos os boxes tinham uma poça de água com aquela água turva horrorosa, além disso a porta das cabines onde ficavam as privadas eram muito baixas, o que deu ao meu grande amigo o desgosto de ver um rapaz sentado em um momento íntimo bem nojento. Resolvemos avisar as meninas e procurar outro camping.
Antes de procurar caming tinha gente que precisava usar a internet, Vitor, Maritana e Kait tinham que comprar roupas para frio eu precisava de uma lona para cobrir a minha barraca caso chovesse e assim enrolamos a vera até procurar um camping, depois de muito tempo resolvemos ir numa rua onde tinham 3 camings, dessa vez os escolhidos para a missão eramos eu e Kait. Primeiro camping: 3500 pesos por pessoa, tinha um parquinho para as quiança brincá, sendo que tinham mais de cinco quiança brincanco com uma bola, que me acertou inclusive. Mais uma vez as privadas não tinha tampa e a farofa era geral. Segundo camping: 3500 pesos, uns 3 carros escutando música alta, creio que o banheiro de Bangú I seja um luxo comparado com aquela merda de madeira toda destruida. Fudeu, só tínhamos mais uma chance, se não estaríamos sem teto mais uma vez. Chegamos ao segundo camping e escutava o silêncio, e ao fundo o som dos carros do camping vizinho. Banheiros limpos, uma mesinha pra cada barraca que estava lá e o melhor, 3000 pesos por pessoa, a única desvantagem é que tinha hora pra tomar banho quente, de 8 às 10 da manhã e de 8 às 10 da noite. Falei com a simpática Ana, uma coroa de cabelo meio loiro curto, de óculos e bigode, responsavel pelo Camping de Las Rosas que estávamos do lado de fora da rua com todas as nossas bagagens(uns 700metros do camping), se tería como buscar, que eramos 4 pessoas e tava tudo muito pesado. Ela na hora falou que podería buscar, pegou a chave do seu Honda Civic e foi lá pegar as coisas. Chegamos lá, armamos as barracas, botei meu mochilão na barraca do Vitor já que não cabia na minha e fomos comer já que estávamos morrendo de fome. Antes de chegarmos ao camping, na rua principal, eu e Vitor tinhamos visto que ao lado do mercado tinha um balcão com uma churrasqueira vendendo umas carnes e frangos bem bonitas, claro que fomos lá comer. Um frango inteiro com batata frita era 5900 pesos, dava pra dividir por todo mundo, o frango era bom pra caralho e todos sairam satisfeitos.



Começamos a caminhar para conhecer a cidade, quando passamos por uma casinha q vendia chocolate artesanal, as meninas enlouqueceram e reolvemos entrar, o chocolate era caro, mas tinha amostra gratis, então comemos uns 2 pedaços cada um e fomos embora. Fomos para a beira do Lago Villa Rica, onde sentamos e relaxamos um bocadinho olhando para o Vilcão Villa Rica, com seu cume nevado de onde saia aquela fumacinha típica de um vulcão ativo. Depois fomos caminhando e tinha um bar/restaurante tendo um show de uns caras que com cereza escutam muito Trilok Gurtu (um jazz muderinho bem manero) e vimos uma galerinha muito Búzios, gente bunita fazendo média, todo mundo arrumado, argentinos com pose de argentino pra conquistar as gatchinhas e essas coisas que tem em Búzios. Saimos da lagoa, tomamos jugo e fomos comprar umas coisas para comer e beber. Compramos um vinho de 2litros numa caixa tetra pack, que segundo o Vitor era de uma marca boa. Como não entendo nada de vinho e também não sei sentir se ele é legal, sensível, sensual ou extravagante, achei mais ou menos como todos os vinhos qure tomei até hoje.


Caiu a noite e ficamos lá sentados em frente à nossa barraca, quando Vitor avista em meio ao céu nublado uma luz e fala: “Não Acredito!!!! Não é possível!! Deve ser a Lua!!!” mas não era! Realmente era o que ele tinha pensado, era Vulcão Villa Rica com uma luz laranja no topo, como se estivesse pretes a entrar em erupção. Naquele momento todos os quatro começaram a pensar sériamente que apesar dos 50.000 pesos que cobravam para subir o vulcão, era uma oportunidade única que não voltaríamos tão cedo para Pucón. Deu 00:00,Vitor e Maritana estavam cansados e resolveram ficar pelo camping enquanto eu e Kait iamos caminhar pela cidade arás de uma namorada (no caso dela um namorado). Passamos na porta de uma agencia de aventuras que cobrava 35000 para subir o vilcão. Bem mais barato do que pensávamos. Demos umas andadas pela cidade, não tinha nada demais acontecendo, entramos numa livraria e depois de mais algumas voltinhas resolvemos voltar, onde vimos um cachorro são bernardo gigante e umas chicas guapas que disseram que estavam indo pra uma boate que fica relativamente longe da cidade.


Acordamos no dia seguinte, o tempo tava uma bosta e resolvemos ficar pela cidade de bobeira e falar com os respectivos pais se poderíamos ter um gasto extra com a subida do vulcão. De tarede, quando as nuvens negras deram lugar a um Sol que mais parecia um maçarico fomos dar uma volta na lagoa e arpoveitar para andar pelo meio do mato que tianha perto da lagoa, onde 2 cães muito simáticos começaram a seguir sa gente. Um labrador branco e uma cadelinha preta que era muito maneira, creio que os 2 já eram amigos inseparaveis de infância, a questão é que eles se agregaram ao nosso grupo. Por fim encontramos uma agencia de aventurais radicais para jovens descolados que buscava em casa (no caso camping) às 4 da manhã para começar a subiro vulcão às 5, enquanto todas as outras você tinha que encontrar eles as 6. Era 35 mil e aceitava cartão de crédito. Fomos lá, fechamos o pacote experimentemos as roupas, ainda com os cachorros seguindo a gente. Enquanto eu e Kait terminávamos de experimentar as botas para caminhar que estávam muito apertadas, Maritana e aquele garoto magro que anda com ela foram fazer alguma coisa que não me lembro agora, só me lembro que marcamos de nos encontrar no frango do dia anterior. Tô eu e Kait esperando no frango quando de tráz de um ônibus vejo os dois cachorros,” não acredito!” O ônibus acelerou e tava o Vitor com uma sacola na mão e Maritana do lado, com um sorrisão enorme porque os cachorros estávam seguindo eles até aquela hora. Isso já devia ter umas 2 horas que os cachorros estavam nos segundo, enquanto dávamos carinho para os danados. “Vitor que sacola é essa?” “Não aguentei, comprei ração para eles”. Infelizmente eles não queriam ração e sim os nossos frangos. Os cães eram tão maneros que ficaram sentados esperando a gente terminar de comer, sem ficar secando nossa comida e enchendo o saco, lógicamente demos os ossos para eles e eles engoliram outomáticamente. Voltamos para o camping e lá foram os cães com a gente. Quando chegamos a Ana perguntou que cachorros eram aqueles e falei que estavam nos seguindo e que eram muito maneiros, mas não sabia o que fazer com eles. Ela disse que tinha mais 2 cachorros (um deles completamente psicopata que saia correndo atrás dos carros para matar eles e furar os pneus) e que iam acabar peleando (brigando). Ela soltou os cachorros e impressionantremente os 4 cahorros se deram bem. Tomamos banho e nos deitamos, com os cachorros dormindo em baixo da mesinha ao lado da nossa barraca..


Acordamos pouco antes das 3 da manhã com o Labrador chorando provavelmente por causa do frio que tava brabo, pouco depois o despertador tocou às 3 da manhã para nos arrumarmos para a grande aventura, os cães estávam lá esperando por nós, apesar de chorando, estavam lá. Queria levar eles pra casa, mas estou muito longe de Maria Paula e ainda falta um tempinho para voltar pra lá.


To Be Continued...






Çuper Çequissi!


Nosso novo amigo com o Lago Villa Rica ao lado e o Vulcão Vila Rica ao fundo, realmente o lugar é horrível!



Maritana brincando com os cães mais brother do Chile


Tá meio trimida, mas acho que dá pra ter uma idéia do que vimos de noite



O melhor frango do mundo!


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Não confunda o homem é um bicho curioso com a bixa é um homem curioso!






Título é uma homenagem a celebra frase criada pela Maritana que mandou essa um dia desses.




Sábado acordei e eu fui segurar vela no parque com Vitor e Maritana. Passamos uma tarde super abradável, dormindo no parque, comendo Pringles, mas sem tomar mate porque o magrelo idiota esqueceu a erva em casa. Depois de dormir na grama debaixo de um solzinho para dar uma esquentada, já q na sombra tava um friozinho safado, voltamos pra casa e dessa vez sim, tavamos animados para sair.




Começamos a dar uma geral na casa já que domingo estávamos indo para Pucón, pegar um friozinho. Caiu a noite e pegamos um táxi até o subterrâneo, boate que fomos com o Daniel e começou o show daquele cara que tava fazendo auto promoção com um clipe muito gangsta de New York pseudo romândico. Antes de entrar nos sertificamos de que não tería nenhum show ou nenhuma surpresa desagradável.




Ficamos biritando no bar da própria boate antes de entrar e acabamos pagando só uma entrada para os 3 já que tinhamos tomado o preço de 2 entradas em birita. Aí entramos e porra, foi a melhor despedida de Santiago que eu podería querer. Não, já desisti das chilenas, eu falei, mas a música tava ducaralho!!! Tinha uma mulher de seus 30 anos completamente bêbada trupicando em tudo quanto é lugar e dançando com todo mundo, muito engraçado, tadinha, tava na merda. Os 2 Djs mandavam muito e depois dessa noite botei na cabeça que vou ser DJ pra fazer mash up ao vivo. Me divertí pra caralho (o que sería de mim sem essa palavra horrível!?). Não entendí as chilenas mais uma vez mas fiquei conversando com pessoas desconhecidas e aprendendo a ser DJ escutando os malucos fodões. A cerveja era cara, mas tive que beber umazinha e um pisco pra me despedir de Sandiago. Só fomos embora quando a festa acabou 5 da manhã.




Domingo nós acordamos e foi o dia de arrumar a casa. Ficamos arrumando as coisas, deu tempo de almoçar num restaurante chinês bom e relativamente barato, depois fomos no museu que o Jorge trabalha para ver a expo já que não tínhamos visto ainda. A exposição era meio raimunda, só que ao contrário, da metade pra baixo do museu era uma merda, coisas que eu não entendo e acho feio, da metade pra cima era muito manero! Tinham vários quadros fodas muderninhos, uns portas retratos com fotos antigas só que o cara desenhava uns mostrinhos no meio da foto, muito divertido. Voltamos pra casa finalizar a arrumação.




Pouco antes de ir embora falei com a minha mãe pelo telefone e depois de roubar uma toalha (já que perdí a minha no hostel que passamos nossa primeira noite em Santiago) e um adaptador pra tomada (já que as tomadas aqui tem 3 pauzinhos) carregamos as tralhas e partimos de metrô em direção ao terminal rodoviário as 10 da noite.




Chegamos lá esperamos um pouco e logo estávamos no ônibus em direção a Pucón. A viagem voi bem tranquila, passando G.I. Joe nas televisões, mas dessa vez tinha som só para quem quisesse ligar o fone de ouvido no ônibus. Dormí que foi uma beleza, acordando de vez em quando nas curvas, mas em geral foi bem tranquila.

Essa é a Maritana y Yo

Soneca no Parque

Todos muito animados

Bueno Prá Caralho!!!

O título do post é uma referência à expressão mais falada na viagem. Muitas coisas foram buenas pra caralho aqui em santiago


Quinta no intervalo do curso, tinha uma banda tocando no hall, saí da aula escutando uns metais com uma bateria tocando alguma música que eu conhecia, eram 5 caras tocando Smoke On The Water, 3 trombones, uma tuba e uma bateria, muito manero!!! Drumbone o nome do grupo, eles tocaram sábado em algum bar, mas como eles não divulgaram na internet, se fuderam, acabamos não indo. Depois da aula não fiz nada demais, fiquei no curso usanto a internet por horas. Quando cheguei em casa não tinha ninguém e fiquei lendo um pouco, até que chegou o Vitor e a Mari falando que tinhamos que comprar as passagens para Pucón antes que desse merda mais uma vez. Após planejar quanto iríamos e como iamos fazer fomos para e estacion de bus comprar as passagens.

Pegamos o metrô e descemos na estação Universidade de Santiago. Eu fui pesquisar preços enquanto o Vitor esperava na fila, eis que chega um maluco do guichê e chama ele, que tava no meio da fila para ser atendido. Quando volto da minha pesquisa de preços, tá o cara que vende passagem dando dica de turismo para o Vitor e para a Maritana. O cara era muito carente! Sem sacanagem o cara ficou tipo 1 hora falando com a gente de lugar que a gente tinha que conhecer blá blá blá. Falou que quer conhecer o Rio, deu o e-mail dele, falou que quando voltarmos para Santiago a gente podería ficar na casa dele e quando ele for para o Rio conhecer a Rocinha, ele ia ficar na casa de um de nós. Sem noção, o cara era muito mala! Depois de uma hora falamos que vamos para todos os lugares que ele quer que a gente vá, mas dessa vez a gente ia para Pucón e de Pucón iamos comprar passagem para o outro lugar e assim por diante. Após apertos de mãos pseudo simpáticos já que ninguem conseguiu desfarçar a cara de cansaso voltamos para casa descansar de tamnha encheção de saco.

Sexta feira depois da nossa última aula e após pegar o nosso lindo diploma, viemos para casa correndo para encontrar com o Jorge, nosso vizinho, um cara muito tranquilo e gente fina que se aproximou de nós arroizando a nossa musa, Kait. Fomos até o museu que ele trabalha e levamos uns biscoitos, erva mate, manga e comemos todos juntos nos fundos do museu. Peguei umas dicas de livros com ele e onde comprar roupas baratas, depois fui a caça às roupas baratas com o Vitor e a Maritana. Fiquei andando pela cidade com eles procurando roupa para eles, onde comprei um casaco de flanela da GAP por 1500 pesos, comprei um edredom para acolchoar o isolante já que daqui pra frente são pelo menos mais 10 dias de camping, me separei deles porque tinha que trocar pesos, ver o que tinha de bom para fazer de noite e comprar um dos livros que Jorge indicou. Cheguei em casa e ficamos na dúvida do que poderíamos fazer, mas resolvemos ir num Rockabilly. Depois de lavarmos os edredons na banheira e botar pra secar na sala, Jorge chegou lá e ficamos tomando umas cervejas e escutando umas músicas enquanto batíamos papo na parte da sala que não estava ocupada por edredons encharcados.

A Kait não tava animada para ir no Raockabilly e tinha marcado com o pessoal do curso para se encontrarem no apartamento entre 00:00 e 01:00 para irem ao Túnel, boate que eu e Vítor já tinhamos ido 2 vezes e não estávamos afim de ir denovo. A idéia inicial era ir pro Rockabilly quando eles chegassem lá no apartemento, só que deu 2 da manhã e ninguém tinha chegado ainda, além do mais beber em casa escutando suas músicas é muito divertido e barato!

Resolvemos sair e acompanhar a Kait até a porta do Túnel, só que todos estavam destruidos, cansados e loucos para voltar pra casa. No caminho até o túnel encontramos o pessoal do curso procurando o nosso apartamento para chamarem a Kait. Chegamos na porta, mas ví que não valia a pena pagar 5000 pesos para sair em pouco tempo já que estava destruido.

Apesar do pessoal insistir não rolou de entrar e acabamos voltando pra casa para dormir.