Gostaría de informar também aos jovens leitores que é importante respeitar pai e mãe! Meu blog é feio e sujo, meus pais estão muito brabos com meu linguajar chulo e impróprio para um site onde qualquer pessoa pode ter acesso. Não seja como eu!
Esse é um post muito grande para um fim de semana irado, cheio de coisas divertidas e novidades.
Sexta-feira Vitor e Kait sairam do curso enquato eu relia e dava uma arrumada no último post quando acabou a bateria do Lap Top e postei mais uma vez sem foto, mas se tudo der certo ele e todos os outros terão fotos quando vocês lerem isso.
Chequei em casa o Vitor tinha cozinhado um maravilhoso macarrão com lingüiça e só. Não tinha molho, nem cebola, nem tempero, claro que tava uma merda. Comi, saí para tirar dinheiro mas não consegui, e fomos para Cajon Del Maypo mesmo assim. Saimos do nosso lindo apartamento, pegamos um metrô e depois um ônibus do próprio metrô que levava até lá. Cerca de 80Km depois, grande parte do caminho por dentro da cidade de Santiago, chegamos à Baño Morales. O piloto nos deixou muito próximo do camping mais barato da região que Vitor viu pela internet.
Chegamos no camping era um espaço gigantesco e relativamente vazio, nas proximidades do banheiro o cheiro era uma bosta(sacou!?), a privada não tinha onde sentar (sabíamos que em algum momento teríamos que botar em prática a posição de jockey que aprendemos anos atrás num carnaval em Aventureiro, Ilha Grande), o ralo na verdade era um buraco negro para o inferno sem tampa (se você por algum descuido deixasse o sabonete cair no chão e ele acertasse a mira, adeus sabonete para sempre), e é claro, qual a graça de esquentar a água dos andes se você pode tomar um banho na temperatura natural. Como era o mais barato e já estávamos lá, ficamos nele mermo. Arrumamos a barraca e logo preparamos nosso proficional jantar mexiano, ou seja, Douritos com tequila, leia-se veneno brabo. Tomamos uns dois goles do Sombrero Negro e não deu mais, prefiro Caninha da Roça.
Saimos pra dar umas vorta pela “cidade” e voltmos umas dez de la noche. Quando chegamos, o camping tava bizarramente lotado. Onde tinha só a nossa barraca, agora tinham cinco, ficamos ligeiramente bolados, mas como tinhamos e acordar cedo, começamos a nos arrumar para domirmos nós três mais as nossas malas e comidas apertados numa barraca. Reparei que enquanto arrumavamos as coisas para dormirmos, tinha um cara com um som alto escutando toda a discografia do Pearl Jam, achei legal e me arrumei o isolante térmico e o saco de dormir animado com o som.
Quando deitamos o barulho era infernal. Para os que passaram aquele revellon acampando na Chapada Diamantina e falaram que tava uma merda aquele monte de imbecil colocando música alta, eu tenho certeza que isso era pior. Um retardado estava escutando Iron Maiden nas alturas, um infeliz estava escutando o maldito Raggaton competindo com o do Iron e um grupo de bêbados berravam músicas para competir com os outros dois, além disso, arrumamos vizinhos que conversavam alto pracaralho(desculpa mãe, desculpa pai) bem no pézinho do meu ouvido, uma delícia. Isso se unia, claro, aos carros que chegavam com o som sempre às alturas madrugada a dentro. Dei umas piscadas entre tapas, joelhadas e chutes com meus companheiros de barraca, 4 da manhã acabou a esporreira e até deu pra dar uma cochilada até umas 7.
Acordamos e óbviamente fizemos questão de não falar nem um pouco baixo, o Vitor curtiu sua expectoração matinal bem pertinho da barraca dos nossos vizinhos malditos.Saimos para tomar café umas 8:30, comemos um pão com Nesquick e fomos para o ponto de ônibus, onde descobrimos que o ônibus só saia às 10. Kait com toda a sua simpatía teve a brilhante idéia de pedir carona e realizar o sonho de sua vida, a idéia mais genial da viaizi. Após um tempo tentando passou um caminhão desses que corta os galhos das árvores que ficam perto dos fios de eletricidade, telefone e tal, que tem uma caixinha que levanta o cara pra ele cortar os galhos. Subimos na caçamba e ficamos lá os três com cara de criança que ganhou o melhor presente do mundo(momento cult: após ler On The Road pegar carona é muito maneromermo). Eles deixaram a gente num lugar um pouco mais da metade do caminho, que era ao lado de um departamento policial onde tinha um ponto de ônibus. Ainda não era nem 10 horas e até o ônibus chegar lá ia demorar até 10 e meia. Achamos melhor sairmos de perto da polícia para proceguir pedindo carona, caso alguém com uma caminhonete resolvesse nos carregar até nosso destino final. Após uns 10 minutos um Corsa velho com um casal de jovens parou para nos dar carona. A chilena Viviana e o italiano Luiggi, um casal tranquilo e gente fina, eles estavam indo para o mesmo lugar que a gente, perfeição! No caminho, após uma das curvas da estrada de terra batida, onde viamos as lindas montanhas, avistamos A MONTANHA, coberta de neve, foda demais!
Chegamos à vilazinha. Agora só faltava os 8Km de caminhada até o glacial onde mais tarde tive meu primeiro contato com a neve. Começamos a caminhada no Monumento Natural El Morado 11 horas em ponto, Eu com meu preparo físico nada invejável, Vitor com sua tão evidente ausência de músculos e Kait que com certeza tem a perna muito mais forte que as nossas juntas. A altitude dificulta um pouco o processo de subida, por isso íamos parando a cada passo para tomar água. Uns 6km depois vejo a neve tão perto da trilha que eu e Kait resolvemos fazer esse desvío para meu primeiro contato físico com ela, a neve dos glaciais. Uma coisa linda! Taquei neve na Kait, comi neve, taquei neve no Vitor, deitei na neve, congelei minha bunda, super divetido. Continuamos caminhando, aquela montanha enorme lá no fundo tava cada vez mais próxima, e no meio de um calor e um Sol dos inferno, víamos a montanha cheia de neve se aproximando. Chegamos lá, tinha muito mais neve do que onde tive o primeiro contato com ela. Ficamos tacando neve um no outro e brincando de tentar “esquiar”, assim o fortão do Vitor machucou a perna, o que e fez ele voltar mancando os 8km.
Chegamos na vilazinha onde a Viviana largou a gente, Vitor mancando, Kait igual a um camarão e eu com a sensual marca da camisa. Dessa vez preferimos pegar um ônibus do que pedir carona, já que estávamos completamente destruidos e fedorentos, no ônibus pelo menos podíamos entrar e ficar sentados esperando ele resolver sair, isso demorou mais de meia hora. O ônibus é muito mais caro que pegar carona e mais desconfortável, quando forem para qualquer lugar tentem pegar carona, eu aprovo!
Ainda estávamos na dúvida se valia a pena ir às termas, programa planejado para o dia seguinte, já que além dalí onde estávamos teríamos que caminhar ou pedir carona por mais 12km, tinha também o fato dos carros chegam até as termas (se o camping era daquele farofado bagarai, creio que as termas não sería muito diferente), o único ônibus que vai até onde estávamos acampados é às 6 da tarde e teríamos que voltar domingo de noite para Santiago, além disso tudo ainda teríamos que tomar banho gelado, cagar em pé, e nos espremer em meio à tamanha farofa outra vez e ainda pagar mais uma noite. Achamos mais jogo voltar pra casa mesmo moídos, tomar banho quentinho e poder sentar e relaxar, e quem sabe curtir uma noitada. Chegamos no camping, nossos tão amados vizinhos já tinham ido embora, mas o camping estava ainda mais cheio. Arrumamos as coisas correndo e fomos pegar o ônibus para Santiago, pegamos o ônibus das 21. Saimos do ônibus próximos da primeira estação de metrô que vimos, para ganhar tempo.
Chegamos em casa antes das 11. Sem nem ter tirado a mochila das costas, liguei o aquecedor enquanto comiamos algo. Eu e Vitor estávamos semi-morots e resolvemos tirar um cochilo no isolante térmico para não sujar nossas camas com a imundice andina, enquanto a água esquenteva. 00:30 acordamos tomamos banho, tentamos tomar um pouco do Sombrero Negro, quando constatamos a péssima qualidade do produto (Sombrero Negro=Alcool de cozinha), e fomos arrumar o que fazer(como já era de se esperar a pilha da Kait tinha que acabar alguma hora, e ela acabou não indo dessa vez). Quando saímos, lá pra 1:30 da manhã, nossos vizinhos canadenses, aqueles que nos deram whiskey 15 anos outro dia, chamaram a gente para subir e dar uma biritada, mas queriamos ir para algo agitado logo, se não íamos acabar dormindo, pegamos umas dicas de lugares legais com ele e fomos à procura. Após uma busca intensa, dando uma olhada em uns lugares bem caidos e comer um cachorro-quente até gostoso, acabamos indo numa boate aqui perto de casa que tava tocando umas musicas legaizinhas, não era muito caro, mas tava animado. Chegamos lá tomasmos uma dose de Absolut (já inclusa no preço da entrada), tivemos a certeza de que o Sombrero Negro é coisa do Capeta, e começamos a bailar. Bailamos até às 5, quando a festa acabou igualzinho a no Brasil, uma porrada de gente já meio desanimada e começam a pôr música merda pra galera ir embora. Acendem as luzes, cortam a música que já estava muito baixa e fim. Nessa festa concluí que eu como um brasileiro que não leva muito jeito com as chicas é impossível compreender a cabeça das chilenas.
Voltamos pra casa, Kait tava acordada e tinha acabado de tomar banho, contamos como tinha sido nossa noite e ela foi dormir. Ainda animados, ficamos escutando música até que e desmaiamos.
Sem dúvida um dia que vai ficar para a história.
Domingo de manhã, tava um Sol da porra e eu tava doido pra ir pra praia, um forte indício de saudades do Brasil, daqui a menos de um mês estarei de volta às praias do Atlântico, aos bares imundos bebendo cerveja vagabunda com os broder e indo curtir as festinhas de sempre.
Hoje, segunda-feira, saí de casa um pouco depois da Kait, caminhando pelos parques escutando um disco que o cartunista Robert Crumb gravou tocando jazz dos anos 20 que ele gostava. Muito legal! Vale a pena procurar. Para quem não sabe além de cartunista e psicopata Crumb também toca banjo. Kait foi comer em algum lugar e Vitor foi na rodoviária buscar minha querida prima Maritana que chega hoje para unir-se ao nosso grupo!
Pip.....pip.....pip.....pip...pip...pip...pip...pip...pip.pip.pip.pip.pip.pip.piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...
No Ônibus
Saindo do ônibus
Tecnologia avançada Privada Hi-Tec
Depois de tanta tecnologia, nada melhor do que uma comida mexicano sofisticada!
Pedindo carona!
A primeira carona a gente nunca esquece
Só falta subir
Trilha Feia
Os Broder no caminha
Kait é fotógrafa
AHHHHH Neve existe!!! E é gealada!!!
Um comentário:
querido hijo,
Acá en Brasil,la gente estay a hablar que tu estás en Chile por hacer la gandaya, las vacacionaes e por la vagabundajen, pero jo, que soy tu madre querida, que te conosco muy bien, leyo tu site e vejo o quanto tu andas ocupado e compenetrado en los estudios. Es surpreendente! Hijito, jo no lo se como no te cansas de tanta dedicaciòn!
Besos,
Mama
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